Continuando com as “Entrevistas Comunicativas” desse blog, trago hoje a mini entrevista que fiz por email, com o colunista social Christian Desaboya ( http://www.desaboya.com.br/ para quem quiser ficar por dentro dos acontecimentos da sociedade norteriograndese esse é o site!). Na entrevista, o colunista relata a sua relação com a publicidade. Confira:

“Sou influenciado pelo mundo.”


Como é o seu relacionamento com a propaganda?
Temos uma boa relação. Curto, admiro, bato palmas! A criatividade dos publicitários é instigante, sempre emociona quando se transforma em trabalho bem feito.

A propaganda faz parte do seu dia-a-dia?
Faz parte da vida de qualquer um. Somos, também, um produto. Precisamos propagar o bom da vida. Temos que ser, também, um bom produto para as pessoas e para o mundo.
Adoro anúncios. São uma atração a parte. Na televisão, na mídia impressa…

Quando se fala em propaganda, o que vem na sua cabeça?
Uma lâmpada acesa. Neurônios em ebulição.

Do que você gosta em propaganda?
Da ousadia, da inteligência dos criadores.

Do que você NÃO gosta?
De produtos mentirosos.
E de todos os produtos que fazem inserção dentro de programas de televisão. Sou radicalmente contra esse besteirol: sopas milagrosas, aparelhos de suco, de ginástica, bermudas que salvam-nos da celulite… Isso é tudo uma bobagem. O anúncio na sua pior forma. E na forma menos inteligente também.

Você é influenciado por propaganda?
Sou influenciado pelo mundo.

Propaganda forma opinião?
Forma sim. Opinião, coração. Daí a grande responsabilidade do profissional.

Qual a sua propaganda favorita?
A série da Bombril, criada com Washington Olivetto e pelo ator Carlos Moreno. Hoje o anúncio mais premiado no mundo. Inclusive a turma está com novos anúncios para lançar no mercado, falando que “tudo passa”, mas Bombril fica. Tem tiradas ótimas com Pelé e Nelson Ned, por exemplo, cantando “Mas tudo passa, tudo passará…”

Existe alguma propaganda que o faça mudar de canal?
Quando anúncios, geralmente institucionais, mostram a dor do mundo. Tem um, no ar, não me lembro do que… Ao fundo a música “What a Wonderful World”, cantada por Louis Armistrong. Sempre me pego mudando de canal, quando a propaganda entra no ar. Dá uma dor no coração as cenas de guerra, um patinho tentando sobreviver a um mar de óleo…

Como consumidor, qual a sua opinião sobre a atual fase da publicidade?
Com as novas tecnologias o mundo ficou menor e os anúncios mais criativos e mais ousados. O mercado mais exigente e os publicitários melhores.

Que recado para mandaria para os futuros publicitários e até mesmo aos mais experientes?
Mais humildade. Geralmente publicitário se acha um Deus. Não é.

Desde já agradeço a receptividade Christian e o tempo gasto para responder essas perguntas. E como não podia ser, tenho de colocar minha opinião sobre essa entrevista: Gostei muitos das respostas e vi que você está mesmo “sintonizado” com a Publicidade ( lê-se a sua indicação da nova campanha da bombril ).

E tenho de te responder a última pergunta… Sim, (rsrsr) nós publicitários, nos achamos Deuses, até eu mesmo na faculdade gosto de se destacar. Mas acho que isso vem do fato de gostar tanto da profissão e trabalhar com a comunicação, resultados, etc. que esses sentimentos afloram. O ruim é que muito ( digo muitos ) se sentem “popstars”. Mas como ainda estou engatinhando nesse mundo publicitário, poderei fazer alguns ajustes. hehe!

Breve, mais “Entrevistas Comunicativas”.

Haendel Dantas


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