
Temos uma boa relação. Curto, admiro, bato palmas! A criatividade dos publicitários é instigante, sempre emociona quando se transforma em trabalho bem feito.
Faz parte da vida de qualquer um. Somos, também, um produto. Precisamos propagar o bom da vida. Temos que ser, também, um bom produto para as pessoas e para o mundo.
Adoro anúncios. São uma atração a parte. Na televisão, na mídia impressa…
Quando se fala em propaganda, o que vem na sua cabeça?
Uma lâmpada acesa. Neurônios em ebulição.
Do que você gosta em propaganda?
Da ousadia, da inteligência dos criadores.
De produtos mentirosos.
E de todos os produtos que fazem inserção dentro de programas de televisão. Sou radicalmente contra esse besteirol: sopas milagrosas, aparelhos de suco, de ginástica, bermudas que salvam-nos da celulite… Isso é tudo uma bobagem. O anúncio na sua pior forma. E na forma menos inteligente também.
Você é influenciado por propaganda?
Sou influenciado pelo mundo.
Propaganda forma opinião?
Forma sim. Opinião, coração. Daí a grande responsabilidade do profissional.
A série da Bombril, criada com Washington Olivetto e pelo ator Carlos Moreno. Hoje o anúncio mais premiado no mundo. Inclusive a turma está com novos anúncios para lançar no mercado, falando que “tudo passa”, mas Bombril fica. Tem tiradas ótimas com Pelé e Nelson Ned, por exemplo, cantando “Mas tudo passa, tudo passará…”
Existe alguma propaganda que o faça mudar de canal?
Quando anúncios, geralmente institucionais, mostram a dor do mundo. Tem um, no ar, não me lembro do que… Ao fundo a música “What a Wonderful World”, cantada por Louis Armistrong. Sempre me pego mudando de canal, quando a propaganda entra no ar. Dá uma dor no coração as cenas de guerra, um patinho tentando sobreviver a um mar de óleo…
Como consumidor, qual a sua opinião sobre a atual fase da publicidade?
Com as novas tecnologias o mundo ficou menor e os anúncios mais criativos e mais ousados. O mercado mais exigente e os publicitários melhores.
Que recado para mandaria para os futuros publicitários e até mesmo aos mais experientes?
Mais humildade. Geralmente publicitário se acha um Deus. Não é.
Desde já agradeço a receptividade Christian e o tempo gasto para responder essas perguntas. E como não podia ser, tenho de colocar minha opinião sobre essa entrevista: Gostei muitos das respostas e vi que você está mesmo “sintonizado” com a Publicidade ( lê-se a sua indicação da nova campanha da bombril ).
E tenho de te responder a última pergunta… Sim, (rsrsr) nós publicitários, nos achamos Deuses, até eu mesmo na faculdade gosto de se destacar. Mas acho que isso vem do fato de gostar tanto da profissão e trabalhar com a comunicação, resultados, etc. que esses sentimentos afloram. O ruim é que muito ( digo muitos ) se sentem “popstars”. Mas como ainda estou engatinhando nesse mundo publicitário, poderei fazer alguns ajustes. hehe!
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Cara inteligente! De bem com a vida, como costuma dizer uns por aí. Parabéns pela entrevista do Saboya!