
Como todos sabem nossas entrevistas não terão fim. Traremos aqui os principais nomes do mercado de propaganda e comunicação.
Dessa vez contamos com um grande profissional: Fernando Campos, que é o Sócio, Diretor de Criação, Redator, etc. da agência Santa Clara. Confiram:
Quando e como você iniciou a sua carreira? Conte sua trajetória até a criação da Santa Clara.
Iniciei minha carreira numa agência pequena chamada Mental Mark, de um diretor de arte conhecido como Falcon, um grande professor. Por lá passaram profissionais como André Nassar, Bruno Prosperi, Marcelo Giannini, Alexandre Motta, muita gente boa. De lá fui já como diretor de criação (muito novo, experiência quase zero) pra Casa da Criação. Em 97 saí de lá pra Giovanni, onde fiquei um ano. Depois Fischer Rio por mais uns 8 meses e de volta pra Giovanni (aí já como FCB). Fiquei na Giovanni, FCB Rio até 2003, quando vim pra SP como diretor de criação da mesma agência. De lá saí pra abrir a Santa Clara em 2006. Ufa. É isso.
A Santa Clara surgiu com uma proposta diferente e inovadora. Existe alguma agência que seja referência para os trabalhos que vocês criam e o estilo da agência?
Na pré-história da agência, quando ela estava no business plan, fizemos uma grande pesquisa pra definir quais eram nossos benchmarks. E apareceram alguns: A Santo, pela criatividade e habilidade em contra histórias; a Mother pela capacidade de estabeler missões pras marcas através de campanhas lindas; a Nitro pela visão de negócio e pela postura de consultoria; a Wieden+Kennedy por uma história de criatividade e ousadia que não envelhece; a Crispin pela intimidade com um mundo sem fronteiras entre os meios, e algumas outras.
Que tipo de portfolio com idéias é mais interessante: o que tem apenas anúncio ou que tem campanhas com suas ramificações (Mkt-Direto, Internet, Guerrilha, etc.)?
O que tem boas idéias. Ponto.
Como funciona o processo de planejamento da Santa Clara?
Sem demagogia nenhuma: funciona dentro da cabeça dos criativos, dos gerentes de projeto, da mídia e dos planners. E quando não é assim o pau come. Santa Clara é essencialmente uma agência de planejamento de marcas.
Você como redator e diretor de criação, diga qual o conhecimento técnico (ferramentas e softwares) em direção de arte que você acha necessário ter, levando e consideração a evolução do profissional “multi-uso”?
Você acha que isso então poderia apontar para um futuro não muito distante no qual as duplas possam deixar de existir novamente, já que o mercado exige do profissional um conhecimento muito variado e assim ele poderia acabar exercendo as duas funções?
Acho que elas já deixaram de existir. O que não impede de cada um focar, na execução, naquilo que lhe dá mais prazer. Eu, por exemplo, adoro escrever.
O que você acha que fez com que a Santa Clara conseguisse conquistar Cannes nos últimos anos, diferente de muitas grandes e antigas agências que sempre ganhavam e não conseguiram mais nos últimos anos?
Acho que existe uma renovação de pessoas, nomes, jeitos de fazer, e isso é muito natural em qualquer mercado. Cannes sempre refletiu isso e agora não seria diferente. Mas mesmo as “grandes e antigas”, como você disse, se renovam internamente e surpreendem de tempos em tempos.
Vocês estão de parabéns por inovar com o processo de seleção de estagiários. Quando vai ocorrer um novo “Estágio Virtual”?
Não tem data marcada. A lógica toda do estágio virtual é fazer com que os caras tivessem tutores de verdade, que tivessem um pedaço da nossa atenção. Acho que faremos outro quando estes estiverem “crescidinhos”, o que na nossa profissão muitas vezes não demora tanto…
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Gostaríamos de agradecer ao Fernando Campos pela participação e pelo carinho e também aos leitores que participaram nos enviando perguntas: Bruno Delfino, Micarlos, Giorgie Guido e Tiago Fidelis.
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