Parece que a Coca Cola quer mesmo espalhar o seu conceito de máquinas criativas que geram ainda mais admiração pela marca.
Depois da “Máquina da Felicidade” agora ela vem com a “Máquina da Amizade”, uma super vending machine de 3 metros para comemorar o Dia do Amigo ocorrido no último dia 20 de julho.
A ação criada pela Ogilvy ocorreu na Argentina, onde a pessoa precisava de um amigo para dar uma forcinha e alcançar os botões. O bom é que a máquina liberava duas garrafas ao preço de uma.
Excelente! Simples assim!


De fato, vender conceitos é muito mais produtivo que vender produtos. Tem gente que ainda duvida disso.
A CocaCola semrpe surpreende, as duas últimas ações mostraram que qualquer empresa com dinheiro ou não consegue SIM realizar ações plausíveis
“De fato, vender conceitos é muito mais produtivo que vender produtos. Tem gente que ainda duvida disso.” COM CERTEZA!
Superficialmente o conceito é entregue de forma bonita e habilidosa, mas só superficialmente, como em quase tudo o que acontece no mainstream do marketing. Por que nos acostumamos a fazer encenações rápidas para uma platéia acomodada, desesperada para aplaudir e seguir em frente. Fácil como o fazer o “truque da moeda” para uma criança de cinco anos. Mas olhe novamente para a foto como se estivesse olhando para aquele “jogo de descobrir os erros” que aparecem nos jornais…
Percebeu alguma coisa? Bem, podemos começar pela “escalada”. Creio que a maioria das pessoas pensaria em uma forma de conseguir chegar ao objetivo sozinhas, usando uma escada, uma cadeira, uma vassoura, o que for suficiente para sair dali com uma latinha extra para poder decidir por si mesmo se quer compartilhar com alguém ou não. É assim na vida real. É assim no “american way of life”. Então a campanha tenta anular o seu principal motor, que é a cultura de consumo difundida pela sua pátria-mãe. (P.S.: LOL of my communist speech, but ok…) E é claro que a pessoa tente conseguir sozinha porque talvez não tenha pensado em pedir ajuda de um amigo, ou por não ter nenhum amigo por perto e não confiar em estranhos ( novamente, falar com estranhos, socializar com “o outro”, não funciona muito bem nos USA, pelo menos não na “vida real”, e um pouco diferentemente de nós na “vida virtual”) ou por não ter amigo algum, simples assim. Talvez o cara seja um sujeito tímido como eu, e não queira “incomodar” ninguém. Ou seja atlético, competitivo, e queira superar seus próprios limites tentando alguma manobra mirabolante, um salto ou coisa parecida. Acho que eu tentaria!
Fui radical? Ok, vamos rever… Aliás, vamos “nos ver”! Costumo praticar montanhismo, adoro rappel, mas essas atividades tem sido cada dia mais solitárias. Meus amigos estão sempre muito ocupados com seus laptops, ou me perguntam se o sinal do celular lá em cima é bom o bastante para que eles possam comentar a aventura no Twitter em tempo real! (Já instalaram o wifi na Pedra da Gávea? Tem praça de alimentação?) Alguns chegam ao extremo de dizer que fazer exercícios ou qualquer coisa parecida é coisa de gente que só pensa na própria aparência, modinha de “metrossexual”, que para muitos é o mesmo que te chamar de “gay”. Então ser saudável significa cada vez mais ser segregado, ter menos gente parecida com você, gente que bebe ÁGUA e não REFRIGERANTE quando está com sede. Entendeu onde quero chegar?
Olhe a fotografia de novo. Você consegue levantar uma pessoa naquela posição, mesmo com a ajuda de outra pessoa, por alguns segundos que seja? Já se imaginou fazendo isso? Já se imaginou sendo levantado? Já se imaginou permanecendo minimamente ereto e hábil para o truque? Pois é, o povo anda ficando cada dia menos atlético, pra não avacalhar de vez e dizer que esta é uma geração de gordos notívagos viciados em junkie food, internet e video games, e por isso mesmo, no mundo real, é provável que essa campanha, ao olhar atento, soe como uma utopia, ou até como gozação. Tipo, quer ter amigos, vá procurar uma academia, seu monte de manteiga de amendoim! Ah, sim, e pare de se entupir de refrigerantes! Oops! Sinto cheiro de “fail”… ou talvez seja apenas paranóia mesmo. Você já conseguiu ficar tão confuso quanto eu acho que deveria estar a essa altura do texto?
Falando em paranóia, você já imaginou quantas pessoas simplesmente vão ignorar a máquina por achar que se trata de algum golpe ou coisa parecida? Vai ter gente chamando a polícia! Rs rs rs…
Muito bem, aos que chegaram até aqui (maldita geração sem atenção, vontade e capacidade para ler mais de 140 caracteres!) eu agradeço e sugiro um exercício de imaginação. E se forem três crianças? Duas crianças e uma mãe gorda e mal-amada? Três anões? Um cadeirante, um gordo e uma patricinha com as unhas pintadas? Um cego, um gordo e um ladrão? Dois velhos com uma netinha? Um grupo de senhoras em excursão para tentar ganhar umas pratinhas em Las Vegas? Dois executivos judeus de Wall Street e um negro do Brooklin? Um padre, uma prostituta e um adolescente virgem. Pense nas variáveis que quiser, nas possibilidades, nas situações inusitadas, constrangedoras, engraçadas… tipo, você, seu cachorro e sua mãe, sua ex-namorada, sua avó e o carteiro. Que tal cinco monges franciscanos baixinhos e gordinhos? Dois argentinos e dois brasileiros? Um paulista, um bahiano, um mineiro e um carioca? O paulista gordinho, o bahiano com preguiça de fazer força, o carioca tentando achar um jeito de driblar os colegas e o mineiro desconfiado da máquina e dos amigos… ha ha ha, ok ok, exagerei nos estereótipos dessa vez, mas foi só pra forçar um pensamento mais centrado na realidade. Mas agora você me entende? Did you see the picture?
Concordo que a campanha é elegante, tem bom humor e transmite “boas vibrações”! Eu captei a mensagem e achei legal! Imagine se tivéssemos mais campanhas desse tipo, celebrando a conexão entre as pessoas, o trabalho em equipe e até mesmo um modo de vida mais saudável, porque não?
Bem, tirando a parte do modo de vida saudável (não combina muito com refrigerantes, mas cairia como uma luva num anúncio de suco de laranja, he he he… sorry!) e faço coro com a maioria dizendo “hurra!”, “ótimo!”… mas tenho minhas dúvidas se teria coragem de postar qualquer coisa que chegue perto do “sensacional”, “mágico”, “surpreendente”, “genial”!
Marcelo,
não li metade do que vc escreveu.
mas parabéns.
Pois é, Marcelo. Você viajou, mas falou a realidade, tanto quanto à geração atual, quanto a diversidade cultural e estereotipada.
Mas, complementando sua reflexão em relação a como a geração atual está sendo construida, já reparou que a geração anterior era chamada de “geração coca-cola”? Há alguma relação entre ambas as gerações?
Viaje novamente!
Gostem ou não, a Coca-cola é o grande exemplo mundial do marketing de experiência, sonhos, conceitos e muitos outros.
Abstrair esse fato é condenável.
Abraços
htpp://contextoweb.wordpress.com
A Coca Cola não vende um produto, mas vende conceitos.
p.s. sou um héroi, conseguir ler o texto de Marcelo.
Eu também li o texto do Marcelo e, embora concorde com vários pontos citados por ele (como, por exemplo, o fato de que muitas pessoas hesitariam em pedir ajuda), acho que não conseguiria “viajar” tanto…rs…Parabéns pelo texto, a campanha é interessante, mas sempre acho que elas têm cara de “hahaha….olha só, como eu sou estúpido e feliz, bebo um negócio cheio de porcaria e, ainda assim, dou risada. Assim é a vida”.
“O lado Coca-Cola da vida” “Venha para o mundo de Marlboro” ou “Amo muito tudo isso”. Qual a diferença, afinal?
Muito criativa e ousada a ação da Coca-Cola. Eu não gosto da bebida, mas a marca é 10!!
Marcelo….
Depois de ler 3 frases do que escreveu e pegar no sono, eu te digo…
CRIE SEU BLOG
isso é pra se comentar, JESUS!!!!
Que saco! gente chata pacas rei!
Quanto a Coca-Cola: Isso Mermooo vcs são FODÁSTICOS!
Tá Luciana o Marcelo exagerou no comentário, mas roubou a cena do post.
Viagens a parte, esse tipo de ação está mais para gerar buzz como este post do que a sua efetividade lá na vida real. Vale a pena arriscar!
Marcelo…
que texto mais chato… nada a ver com a ação da Coca que foi muito legal…
Marcelo, casa comigo?
Marcelo,
comentários não precisam ser apenas 2 3 linhas, você discorreu sobre o assunto, isso é comentar, discutir, adorei. parabéns, o post enfatizou a campanha mas é sempre bom ler os comentários, não para mudar de idéia, mas refletir e criar outros conceitos sobre.
escreva sempre!
Po Marcelo.
Você tá certo. A outra campanha era mais engraçada e divertida, de várias coca-colas saindo além da comprada, era mais real, tanto que tinha gente tentando carregar tudo sozinho.
Eu certamente pegaria uma cadeira e usaria a máquina, acho que soaria algo mais como “olha o q eu faço pelo refrigerante” do que “hey, amigos, vamos imaginar uma maneira inusitada de pegar aquela coca?”
O pior da foto é que eles estão na frente de um lobby do Cinemark, com todas as suas guloseimas superfaturadas em valor e subfaturadas em sabor, incluindo aquela coca-cola horrível de máquina num copo cheio de gelo de baixa consistência.
A propaganda tem magia sim, mas só pela propaganda em si, porque a vida real deixou de ser estampada aí faz tempo.
Propaganda de cerveja é mais engraçada, mesmo sem mulher.. Saudade da tartaruga da Brahma.
O Marcelo quis polemizar, criticando as pessoas que ele supôs que não leriam seu comentário todo. Mas pelo visto ele mesmo não leu o post direito, porque lá está escrito que a ação aconteceu na ARGENTINA, e não nos EUA.
E, eu não sei em que mundo você vive, mas eu conheço muitas pessoas que tem a capacidade de erguer uma segunda, ainda mais com ajuda… Ou você nunca foi em um show onde alguém subisse nas costas de outra para ver melhor?
Além do mais, são apenas 3 fotos. Em um dia inteiro, não é impossível que 3, 4 pessoas, que já se conhecessem antes, e estivessem passando por ali, tenham se juntado pra fazer a máquina funcionar, ao invés de tentar sozinha?
Claro, existe uma grande possibilidade de que estas pessoas tenha sido contratadas, e realmente acredito que foi isso o que aconteceu, mas não é impossível que alguém pensasse em fazer isso por livre e espontânea vontade.
Claro, uma “velhinha” ou uma “mãe gorda e mal amada” ou um “ceguinho” podem até não conseguir fazer isso, mas essa é só UMA campanha, e ao que me parece é feita em universidades, então é condizente com o público que ela quer atingir com aquela ação;
E quanto as pessoas que podem chamar a polícia, ou achar que é golpe: elas podem até não interagir, mas vão parar para ver… aquilo vai chamar a atenção delas, e provavelmente elas vão comentar com dezenas de pessoas o que ela viu, citando o nome da marca, claro.
Então a campanha pode até não ser “mágica”, mas foi muito bem pensada, elaborada e eficiente.
Galera,
a campanha é fantástica!!!!
Parabéns a equipe de criação, as cabeças pensantes…
- ninguém vai ao cinema sozinho;
é claro que pra toda regra existe uma exceção, então um gordinho mal amado, desprezado pelo mundo, ou um cara chato que preza tanto pela vida “saudável” e esquece de viver o lado bom da vida, que não tem ninguém que o aguente e que certamente nao consegue fazer amigos, pq não aceita os erros do ser humano. esteja só em um momento desses.
mas, neste caso, a campanha não foi feita pra vc meu amigo. então pouco importa o que vc pensa.
eu poderia enumerar outros pontos fantásticos dessa campanha e infelizes quanto ao seu comentário (marcelo). mas, não vou te dar cartaz.
a propósito, vc é o marcelo psicólogo, chato, do bbb que vive para provocar os outros??????
se não for, já tem uma alma gêmea…
mais uma vez deixo meus parabéns para a galera que criou esta campanha
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A
Gente, gente… vcs não sacaram que o Marcelo estava somente tentando (veja bem, eu disse tentando) parecer inteligente, extremamente bem informado, articulado, enfim, cooooooollllllll !!!!!!! Pena que não colou, né Marcelo? Da próxima vez, tenta parecer menos pretensioso! Aí quem sabe alguém acredita…
Marcelo, o que vc faz da vida alem de esporte?
Telma concordo com o seu comentario venha para o mundo de malboro…
Esta é a realidade do mudo e mesmo os produtos sendo prejudiciais a saude eles movimentam uma industria bilhonaria.
Eh estou falando isso pq sou viciada no pior dos venenos que é coca zero que muitos não sabem mas contem uma quimica que foi proibida no mundo inteiro “diclofenaco de sodio”
Mas sabe o que é mais legal disso tudo, além da ação ?
É ter espaço democrático para falarmos o que pensamos!
Falar sobre o refrigerante? Isso aqui é um blog de propagandas, pelo amor de deus! Não venha me dizer em esporte. Eu venho a esse blog pra ver criatividade, não ouvir criticas como essas.
Viu que conseguiram – a Coca queria era isto, atenção para o produto!
e o Marcelo que tanto criticou, conseguiu……
tudo bem que nesta época do “EU” e não do “NÓS” merece considerações, mas aqui é um blog de propaganda e não de psicologia
vamos lá….
se eu fosse uma mãe gorda, mal amada, com crianças, e estivesse sentado naquelas cadeiras por ali, lanchando. Pensaria:
Poxa, este povo da Coca inventa cada uma!!!. – Não preciso tentar comprar naquela máquina gigante!!! hehehe – Ponto para o Marketing
Se fosse cego, não estaria sozinho, e meu acompanhante diria pra mim: o povo da Coca inventou uma maquina gigante!!! – ponto para o marketing.
se estivesse em turma, os amigos ajudariam sim – ponto para a campanha, que foca isso mesmo!!!!
e se estivesse sozinho, e desse conta de beber , daria um jeito e sairia com duas garrafas.
e o interessante é saber que refrigerantes (neste caso a coca), mesmo com todos os malefícios ainda é a marca conhecida no mundo todo, então o lance é vender conceito e não o produto!
o resto é polemica
+ou- isto…. hehehe
Abraços
Eu achei muito legal o comentário do Marcelo, mas aí eu pergunto:
E o que é uma propaganda, se não uma utopia? A publicidade e propaganda mexe justamente com isso: um mundo utópico, onde ursos falam, a natureza ajuda uma gota de Coca-cola a escorrer até uma série de abelhas operárias transportarem, etc.
Logo, praticamente qualquer campanha sempre vai ter o seu lado forjado, não real.
Não interessa se o público é gordo ou magro, e se vai, na prática (suponho que realmente a máquina foi instalada lá no tal lugar), funcionar (alguém vai conseguir usá-la?). Interessa é justamente o bate-boca, a discussão, que é gerada a partir da campanha – coisa que está ocorrendo agora mesmo, ou seja, missão cumprida pela Coca-cola.
O simples fato de olharem para a bendita máquina, e disseminarem para seus amigos, já basta.
Se é viajante e talvez poucas pessoas usaram? Sim é. É uma utopia pensar que quem beba Coca-cola compulsivamente possa ser saudável ao ponto de conseguir usar a máquina? Para muitos sim, mas isso não interessa.
Propaganda é pura ilusão. Vide nas embalagens de salgadinho “Sem gordura trans”. Ele é saudável? Não. Mas o que interessa é qual a imagem que eles te passar, de que “não é tão letal quanto dizem, podem comer que existe um lado que se preocupa com a sua saúde e torna este produto mais saudável”.
É assim que funciona.
Se não fosse essa mágica, ninguém mais continuaria fumando por exemplo. As pessoas precisa desse mágica para consumir.
*teclado ruim, desculpem erros de concordância, etc.
O marcelo mandou bem sim, e parem de ser preguiçosos e leiam mais!
Não sou o autor de todo aquele texto cheio de blá blá blá e que por sinal, no que diz respeito ao meu senso crítico o cara viajou com exemplos….. judeus e negros, brasileiros e argentinos, paulistas e cariocas.
Pelo amor de Deus, é por isso que culturas como essas que você estabeleceu sempre existiram e continuarão…
A idéia dessa campanha é simplesmente pelo fato de desmistificar esses pontos por você citado, assim como incentivar à amizade, o coletivo, o espírito de união, novamente combatendo exemplos que colocou de uma sociedade que hoje se isola devido aos avanços tecnológicos e conceitos de socialização que surgem com a internet.
Parabéns as críticas da Mariana e do Nicholas que souberam ponderar tais pontos.
Pelo visto você não chegou a ler toda a campanha e que foi algo pontual, ocorrido na Argentina, aliás, você já esteve por lá? Sabe como é a cultura de lá, e se o povo tem esse costume?? Pois bem, pense mais antes de criticar uma campanha que ao meu ver funcionou muito bem.
Outra coisa, isso mostra o quão preconceituoso você é com os exemplos citados, e se estivesse em tal situação iria simplesmente continuar isolado, sem contar o fato de julgar demais pessoas por estereótipos sem antes conhece-las, ainda acredita que faz jus de ser membro do que você interpreta por “comunicadores”?