Este vídeo é antigo e coloca, na minha opinião, o tema “liderança” numa perspectiva que considero muito interessante. Esta ideia pode ser aplicada na maioria das circunstâncias em que vivemos, tais como política, vida acadêmica, relações interpessoais e até nas redes sociais.

Se a gente pensar direito, uma ideia, uma tendência da moda, uma figura pública, uma simples web celebrity e até um novo padrão de beleza, só se transformam e se sustentam como grandes marcos de “sucesso” por conta dos seguidores que amealham, e que passam a acreditar e defender tudo aquilo que é proveniente desta nova concepção ou perspectiva.

(Calma, eu concordo que ainda esta tudo muito subjetivo, mas a ideia é essa, que você aplique esta “nova” visão em tudo isso, que seja amplo, ousado e muito, muito crítico.)

O que estou tentando expressar é que, tudo o que surge e se torna potencialmente aceitável se baseia na nossa capacidade de aceitar o “novo” que nós potencializamos e geramos como marcos. Afinal, nós temos a opção de acreditar e cultivar, em nosso intelecto, a ideia que quisermos, não é mesmo?

O vídeo que exemplifica muito bem toda essa aparentemente confusa ideia é da Agência Click, que utilizou o texto de Derek Sivers sobre Liderança e aplicou para as redes sociais. Na minha opinião, trata-se de um vídeo muito bacana e que se você se deixar levar, vai ficar pensando nele o resto do dia (e isso é bom):

A ideia é bastante simples: quem cria todos estes movimentos de liderança (não se limite apenas às redes sociais, vamos falar de tendências, comportamentos, projetos, opiniões, etc) não são SÓ os líderes amplamente reconhecidos. Afinal, um líder sem nenhum seguidor, sem ninguém que o ajude a sustentar sua iniciativa se apaga.

Nas redes sociais, quem comanda e determina o que é legal e o que não é são os usuários-  que escolhem e decidem o que seguir, o que viralizar e o que trollar, não é mesmo?

Um meme criado no paint pelo Zéquinha pode ser muito engraçado. Já um meme fabricado em uma agência de publicidade, que compõe uma super campanha de uma grande marca, com um enorme investimento, pode acabar por não ser nem um pouco engraçado… mesmo que um grande influenciador diga que é, os usuários podem contestar considerando que não – e isso é muito bom!

É interessante que a gente compreenda que as verdadeiras escolhas estão em nossas mãos e esta percepção não deve se limitar somente ao ambiente virtual. E não devemos nos restringir aos likes, shares, tweets e views porque, enfim, se as coisas não estão agradando é sempre válido lembrar que existe uma parcela de culpa que nos pertence, pois quem faz o movimento não é o líder, somos nós!

Os líderes são muito importantes uma vez   que tomam as atitudes e mostram como se deve fazer. Portanto,  há que se ter muita coragem para assumir tal posição (ser um líder, defender uma idéia), indo contra uma corrente formada por tantas outras posições. Mas a ideia deste post não é provocar somente o espírito de liderança que existe adormecido em cada um de nós mas sim o de registrar que sem você, sem a sua opinião, sua força e sua fé um movimento pode perder toda a força que necessita para se manter.

Pense bastante nisso pois, no final, temos os líderes que merecemos e cultivamos. O verdadeiro líder precisa saber trabalhar COM o coletivo – e não “apesar dele”.

(P.S.: Você pode ver a versão do vídeo com o texto original em inglês, que já somam mais de 13 milhões de views, clicando  aqui.)

Esta mensagem foi deixada no para-brisa do meu carro por um amigo e penso que contempla a ideia que tentei transmitir neste post: “Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parado.” – Anita Garibaldi.

Deixe seu comentário