Das áreas que mais cresceram e ganharam importância nos últimos anos, uma das que passou a ter status de destaque e caráter estratégico dentro das empresas foi o Design. Hoje, as grandes corporações veem com outros olhos os profissionais dessa área e os mantêm, cada vez mais, em núcleos que são decisivos para o futuro da marca no mercado. Os designers estão com o passe valorizado.

De acordo com Olof Schybergson, fundador e CEO da Fjord, consultoria de design de serviço que tem grandes clientes, como Nokia e Citibank, “o Design já é tão central e relevante, que contratá-lo apenas se e quando você precisar já não é mais uma boa jogada”. Para Schybergson, investir nele e torná-lo parte da organização é ser sustentável, crível e confiável para os clientes. “Muitos cursos novos da área surgiram, mais profissionais formados entraram no mercado e, dessa forma, uma nova consciência de inovação, projetação e criatividade passou a ser desejada nas principais empresas do país e do mundo”, destaca Fabrício Tarouco, professor da Unisinos.

Prova de que o cenário está mudando para melhor foram as recentes aquisições de corporações da área como Mike & Maaike e Hot Studio por Google e Facebook, respectivamente. “Antes disso, em 2004 a fabricante de eletrônicos Flextronics comprou a Frog Design e, em 2011, o desenvolvedor de software GlobalLogic comprou a Method”, elucida Tarouco.

O mercado no estado

O Rio Grande do Sul é um local propício para os designers. A Região Metropolitana concentra cerca de 35% das indústrias de transformação, 30% das de energia e utilidade pública, somando mais de 13 mil organizações. Além disso, na região localizam-se 68,5% das empresas do ramo de Design, sendo 46,3% somente em Porto Alegre. Esses dados propõem um amplo cenário de criação de produtos que tem sido impulsionado pelo aquecimento econômico. Assim, a procura por profissionais capazes de propor novas ideias e soluções tem crescido.

Quem faz Design de Produto, por exemplo, pode optar pelo empreendedorismo. Também, tem a alternativa de atuar em escritórios ou diretamente em organizações no desenvolvimento de projetos, a partir da combinação de diversos componentes materiais e imateriais, processos de fabricação, aspectos estéticos, econômicos, psicológicos, ergonômicos, sociológicos e sustentáveis. O profissional aplica diferentes métodos de pesquisa, projetuais, de criatividade e representação, para propor novas soluções de produtos e serviços. Entre os produtos elaborados pelo designer estão luminárias, utensílios domésticos, mobiliário doméstico e urbano, artigos de couro e metais, embalagens, brinquedos, eletroeletrônicos, joias, calçados, além de outros materiais de uso pessoal ou coletivo do cotidiano.

Se, por um lado, o mercado está aquecido; por outro, as qualificações exigidas pelas empresas são mais rigorosas e amplas. Para Fabricio, hoje, o profissional precisa ser, ao mesmo tempo, criativo, curioso, ter capacidade projetual, domínio das tecnologias digitais, gráficas e tridimensionais, habilidades manuais e práticas, senso inovador, dedicação, proatividade, visão sistêmica, além de noções históricas e culturais. Comportamento ético profissional e consciência de ecologia, sustentabilidade e do impacto ambiental das criações também são fundamentais.

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