Até a década de 1940, a fotografia na imprensa brasileira servia apenas como registro do que o texto contava. Não existiam equipes específicas e estrutura para fotógrafos. Foi com a revista O Cruzeiro que o fotojornalismo ganhou força no país. A partir daí, as imagens começaram a ter notoriedade, com autonomia das matérias. E, claro, talentos foram revelados. Um novo cenário se desenhou e hoje o mundo da fotografia vive o seu auge, não apenas no Jornalismo mas em outras áreas.

Com a contemporaneidade, outras formas de expressão e divulgação surgiram. “Estamos aí com publicações bem ilustradas dos mais variados nichos, como Turismo, Artes, Antropologia, Comunicação, Ciências Biológicas e Medicina. Além dos chamados fotolivros, que são autorais”, destaca a coordenadora da graduação tecnológica em Fotografia da Unisinos, Beatriz Sallet.

A web é uma das grandes motivadoras da “popularização” da arte de fotografar. “O espaço na internet é gigantesco. Pessoas de todas as idades e culturas estão se relacionando e fazendo circular seus álbuns fotográficos digitais nas redes sociais e em blogs específicos. A fotografia está se tornando linguagem e isso é muito bacana”, diz Beatriz. Para a professora, o momento é o apogeu da área. “As crianças estão registrando com celulares e câmeras amadoras. O que importa é a comunicação pela fotografia.”

Hora de fazer a diferença

O acesso às novas tecnologias fez com que todos pudessem ter uma câmera, mesmo as amadoras (como de celular). Ao mesmo tempo em que isso possibilitou uma produção de registros em larga escala, deixou o fotógrafo profissional na obrigação de fazer a diferença, de olhar por outros ângulos e saber refletir sobre suas práticas com mais propriedade. “Por isso que estudar Fotografia é fundamental. Praticar e refletir sobre o fazer nos permite criar conhecimento”, explica a professora.

Qualificação, sinônimo de oportunidades

Com um diploma na mão, se multiplicam as possibilidades de atuação do fotógrafo. O profissional pode trabalhar, por exemplo, no campo da Arte, dentro de uma gama muito ampla de processos que incluem a fotografia (do analógico ao digital) e em convergência com outros, como a pintura, utilizando a tecnologia. Pode ser ainda um empreendedor e abrir o seu próprio estúdio ou galeria; freelancer, fotografando eventos empresariais, casamentos e festas em geral; se especializar em um nicho, como o newborn (fotografia de recém-nascidos); atuar na Publicidade ou na Moda; em fotografia de pesquisa em áreas como Medicina, Biologia, Antropologia e Geologia; e até nas rádios online.

Para o fotógrafo que deseja abrir o seu próprio negócio, a premissa é ser criativo. “Com tanta coisa igual, as propostas inovadoras e ousadas sempre terão aceitação”, salienta Beatriz. O freelancer também se destaca por encurtar as distâncias. “A internet permite que a fotografia seja de curto alcance em lugares longínquos, graças a esse tipo de profissional”, complementa. A área está em expansão, basta se qualificar e entrar no mercado. Como Sallet destaca, “basta lembrarmos que somos seres singulares para podermos ter a dimensão da natureza que a Fotografia aporta”.

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