Para as mulheres, o cabelo está diretamente ligado à personalidade. Os fios têm essa conexão íntima com a autoestima feminina, mas segundo pesquisa da marca Dove que envolveu mil brasileiras de 16 Estados, com idades entre 18 e 60 anos, essa ligação vai além da própria cabeça.

Nove em cada dez mulheres acreditam que são julgadas e rotuladas com base na forma em que usam seus cabelos e por isso se sentem inseguras e pressionadas a seguir determinado “padrão visual”. Entre as entrevistadas, 89% afirmam que o julgamento as deixam ainda mais inseguras, afetando suas relações sociais, opiniões e escolhas.

Em paralelo a isso, 89% delas assumem que também julgam umas às outras de forma dura e 93% acredita que seria maravilhoso se todas as mulheres pudessem escolher o visual dos cabelos sem medo ou receio de pré-conceitos.

Entre as pesquisadas, 70% acreditam que as mulheres que deixam os cabelos brancos sem tingir são desleixadas. Quase metade das mulheres ouvidas acha que cabelo liso é mais profissional e que o tom dos fios deve combinar com o tom de pele. Quando o tema é cabelo longo as mulheres maduras também sofrem com esse pré-julgamento, segundo 66% das pesquisadas. Quase 90% das ouvidas pela pesquisa acham que mulheres que tingem o cabelo com cores diferentes (azul, rosa, verde…) são julgadas e 33% têm certeza que essa escolha é só para as muito ousadas.

Mais da metade das mulheres abordadas pelo levantamento de Dove mantém os cabelos de certa maneira para agradar o parceiro, os colegas de trabalho ou familiares. Quanto o assunto é um corte ou estilo mais ousado, 78% delas gostariam de experimentar, mas tem medo. E para 48% o receio é ousar e serem julgadas.

Ter o cabelo danificado também tem impacto significativo na confiança e alegria das entrevistadas. Das mulheres que afirmam que seus fios têm danos, 84% se sentem inseguras em relação à sua aparência geral, interferindo em como se portam em situações sociais do cotidiano.

Esta pressão e o medo do julgamento muitas vezes impede a mulher de ter o cabelo da maneira que ela realmente deseja.  Segundo o levantamento elas acreditam que a vida teria um avanço significativo de qualidade se elas não se sentissem julgadas por seus cabelos.

Mais alguns dados importantes:

Sobre julgamento:

72% acreditam que as pessoas fazem julgamentos instantâneos baseados na aparência do cabelo;

88% acham que mulheres que tingem o cabelo com cores diferentes (azul, rosa) são julgadas;

81% acham que mulheres com raiz aparente são julgadas;

74% acreditam que mulheres são julgadas pela cor do cabelo;

70% acreditam que mulheres com cabelo branco que não tinge são desleixadas;

66% acreditam que mulheres maduras com cabelos longos são julgadas;

63% acreditam que mulheres que gastam muito tempo cuidando dos cabelos são julgadas;

 

Sobre regras que a sociedade/mídia ditam e atingem as mulheres:

70% concordam que mulheres de cabelos brancos que não tingem são desleixadas;

51% acham que cabelo curto não é para rostos redondos;

49% acham que mulheres pequenas não podem ter cabelo longo;

49% acha; que a cor do cabelo deve combinar com o tom de pele;

46% acham que cabelo liso é mais profissional;

33% acham que quanto mais velha, mais curto o cabelo deve ser;

33% acham que apenas pessoas muito ousadas podem usar cabelos coloridos;

32% acham que cabelo curto é menos feminino.

 

Sobre ter o cabelo danificado:

86% se sentem constrangidas;

84% se sentem inseguras sobre o visual de forma geral;

84% se sentem infelizes;

79% se sentem menos confiantes em situações sociais;

79% têm menos vontade de fazer penteados;

73% têm a confiança afetada;

69% sentem menos confiantes em relacionamentos;

67% são mais propensas a evitar eventos sociais.

Foi baseada nessa pesquisa que a marca criou sua nova campanha Seu Cabelo, Sua Escolha que já postamos e que você pode conferir aqui.