Quando a intenção é conscientizar uma pessoa sobre os perigos de um comportamento, qual a melhor opção? Chocar com o resultado, ou mostrar o que está em jogo? Eu sempre critiquei os anúncios “exagerados” que mostram acidentes e os seus resultados (salvo algumas excessões), e sempre imaginei que haveria uma maneira melhor de mostrar para os motoristas que eles deveriam ser mais responsáveis. Não sabia como, mas tinha certeza de que havia uma alternativa…

E a Clemenger BBDO conseguiu. Ela criou o que é, na minha opinião, o comercial mais inteligente e angustiante já feito para a conscientização no trânsito.

A pedido da Agência Neozelandeza de Transportes, o comercial não foca no acidente, e sim naqueles pensamentos que os acidentados têm antes dos carros baterem (eu já vivi isso. Tu pensa um montão de coisas, mesmo). Mas sem um fade to black ou luzes desfocadas, e sim com uma conversa entre os motoristas.

O que eles conversam?

Resumidamente: O motorista de camisa xadrez pede desculpas, e diz que pensou que daria tempo. O de gravata chama a atenção para o fato de que, do nada, o carro dele surgiu na sua frente, e quando ouve um apelo, dizendo que esse foi só um errinho, ele diz que não adianta: ele está rápido demais, não tem como parar a tempo.

E nesse momento, o motorista de camisa xadrez chama a atenção: o seu filho está no banco de trás. Mas o acidente não pode ser evitado: o engravatado está indo rápido demais. E nesse momento os dois se desesperam. Não dá pra evitar esse acidente.

E é nesse momento, quando vemos o desespero deles, que o filme comove. A maior mensagem aqui nem é “não cometa um errinho”. O vídeo pede para que os motoristas responsáveis dirijam mais devagar, para que ele possa evitar que os “errinhos” dos outros causem acidentes.

Não vi todos os comerciais de prevenção de acidentes do mundo, mas já vi muitos. Se você acha que existe algum mais tocante, inteligente e forte do que esse, coloque o link nos comentários, eu realmente gostaria de ver. Mas pra mim, esse é o melhor comercial do tipo feito até hoje.

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