O Orkut foi a primeira motivação de muita gente para usar a Internet. Abriu portas, apresentou o mundo digital, interconectado, da ultra-exposição e dos stalkers. Foi com o Orkut, que muitos de nós descobriram que é possível se reconectar com antigas amizades; alguns arrumaram namoradas e namorados. Outros viram que sim, existe mais gente no mundo que têm os mesmos gostos, não é apenas você que ama/odeia aquela situação, aquela banda, aquele filme ou aquele hábito.

Foi com o Orkut, que vários de nós aprenderam a usar gifs animados (mesmo que fosse da maneira mais irritante possível); foi o Orkut que trouxe a democratização da presença online, fazendo com que pudéssemos ser “amigos” da Luana Piovani (eu prefiro acreditar que o perfil era verdadeiro), que tinha acesso aos mesmos recursos que eu. Nessa rede social que foi o primeiro espaço, no Brasil, onde fãs puderam entrar em contato com seus ídolos e suas marcas favoritas.

Apesar de todos os jogos sobre a pessoa acima, ou principalmente por isso, o Orkut se tornou um verbo: Orkutizar (cadê o Facebook se tornando um verbo?) que, ainda bem, não é mais usado. Ele era muito preconceituoso, mas demonstra como a primeira (e mais bem sucedida?) rede social do Google, fez parte da vida e do imaginário do brasileiro.

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Hoje, o Orkut acabou. Mas ele foi um dos principais responsáveis pela construção do jeito brasileiro de usar a internet. Obrigado, amigo!

Infográfico sobre o fim do Orkut

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