Para quem conhece o Magic Leap, o título pode parecer estranho. Para quem não conhece, eu apresento: é uma tecnologia com o mesmo objetivo do HoloLens da Microsoft. Ou seja, é  “óculos de realidade aumentada”, mostrando objetos virtuais interagindo com o ambiente.

E por que ele pode ser uma inovação para o storytelling? Porque diferente dos concorrentes, cuja equipe é especializada em jogos, e esse é em grande parte o foco do desenvolvimento, o Magic Leap tem o dedo de Richard Taylor, fundador da Weta Workshop, a empresa de efeitos especiais responsável por Avatar e O Senhor dos Anéis.

Com certeza o envolvimento dele, e de outros profissionais da área da tecnologia para o cinema, possibilita que o desenvolvimento leve em conta as necessidades dos criativos da contação de histórias, tanto quanto as dos desenvolvedores de jogos.

Imagina que, ao invés de fazer um filme ou um livro, você pode contar a história da cidade onde você está? Ou mesmo adaptar livros… O Código DaVinci edição Magic Leap, onde você começa no Louvre, e vai acompanhando o protagonista pela aventura.

Mas como funciona o Magic Leap?

Como dito antes, ele mistura objetos virtuais com o mundo real, através de óculos. Enquanto em produtos como o Oculos Rift, que tomam toda a sua visão isso é chamado de Realidade Virtual, aqui o termo é “realidade misturada”.

Esses objetos são criados em um ponto fixo, permitindo que o usuário se mova sem alterar a posição deles. Eles também podem ser animados, e a tecnologia detecta bordas (no vídeo é possível ver um robô se escondendo embaixo da mesa) e aplicando efeitos à superfícies (note que na mesa, abaixo do Sistema Solar, existe uma área que “reflete” a luz do Sol).

foco

Mudança de foco no Magic Leap

robo

Robô embaixo da mesa

Outra característica bacana, é que o Magic Leap não usa telas, e sim projeta luz diretamente nas suas retinas, simulando algo parecido com o que temos “no mundo real” (é como se a luz que o seu olho recebe, estivesse sendo refletida pelo objeto que você está vendo e não emitida por uma tela). Esse é um dos fatores que vai permitir que você foque em objetos, coisa que dispositivos de realidade virtual não permitem.

Imagina como narrativas novas e interativas poderão ser criadas utilizando esse tipo de tecnologia? Escritores bem sucedidos poderão vender o direito de adaptar o livro para o cinema e para o Magic Leap. Produtores independentes de conteúdo, poderão criar histórias menores, mas com uma conexão emocional mais rápida, pois poderão usar movimento e som, e trazer a experiência para a realidade do público.

Agora sim, me parece um dispositivo que vai permitir algo novo… não é apenas uma versão diferente de algo que já temos.

Infelizmente não existe previsão de lançamento. =( Mas quando lançar, como você vai usar?

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