Muito se fala sobre oratória e linguagem não-verbal em apresentações: como se posicionar no palco, como gesticular, o quão rapidamente ou lentamente falar, o de tom de voz, quando e para onde se mover no palco. Todos são pontos que se comunicam significativamente mais para o seu público do que simplesmente suas palavras. Saiba que apenas 10 a 15% de sua comunicação é verbal (palavras), e entre 85 e 90% é não-verbal. Por isso a sua linguagem corporal deve estar conectada e adequada a sua comunicação verbal.

Levantei alguns pontos importantes que devemos considerar para desenvolver uma linguagem não-verbal que ajude a audiência a entender e absorver melhor a mensagem da apresentação.

Todos eles são focados em transmitir as mensagens de maneira mais confortável e eficiente, usando a linguagem não-verbal para apoiar e reforçar as mensagens transmitidas na apresentação no discurso, na ilustração do slide e também no seu texto.

1. Marcação das ênfases:

Sua apresentação precisa de ritmo para funcionar. Determine quais slides são os “mais fortes” e quais são os “mais fracos” em relação ao conteúdo deles. Com isso determinado, no seu treinamento ou no próprio material, marque os slides mais fortes e reforce-os com mais energia no discurso e também no gestual.

Em contrapartida, trabalhe os slides “mais fracos” – aqueles que tem informações menos importantes – de maneira mais branda. Assim você garante diferença entre eles e imprime melhor seu ritmo no público-alvo.

2. Convergência de dados:

Está provado que o ser humano não consegue fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Acontece que esse pedido é recorrente em apresentações ruins: o apresentador empilha informações em slides, mostra uma, fala de outra, e força o público a tentar entendê-las, o que dificilmente acontece.

O não-verbal ajuda a dar as ênfases certas nas informações que são importantes. Por isso, separe bem as informações nos slides e, no momento de apresentar, pense em três pontos de posicionamento no palco, e troque de um para o outro quando mudar de assunto. Isso ajuda o público a entender a mudança e acompanhar melhor a dinâmica do seu conteúdo.

3. Variação de gestos:

Gesticular com as mãos também ajuda no ritmo da apresentação. Mas essa gesticulação não precisa ser contida todo o tempo. Lembre dos slides “mais fortes” e “mais fracos”. Você pode treinar gestos mais abertos e incisivos para os slides mais fortes e gestos mais contidos para os mais fracos. Assim você condiciona o seu público a entender as mensagens mais importantes da sua apresentação.

Entender como o não-verbal pode ajudar na transmissão da mensagem da sua apresentação não tem segredos. A ideia é começar a planejá-lo no momento em que você cria o material, entendendo a força de cada slide. Não deixe para pensar na atuação do não-verbal somente na hora de treinar para o palco. Pode ser tarde demais na questão de coincidir não-verbal com o discurso e as informações dos slides.

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