No Brasil, os jogos de fortuna e azar e as apostas esportivas online viram o processo de legalização atrasado pelo Covid-19 mas, mesmo nos países onde esta atividade é regulada, existem agora novas preocupações. Saiba como as restrições na publicidade geraram preocupação na Europa.

O Brasil vive, atualmente, dias complexos no que respeita às atividades de jogo online. Apesar de Bolsonaro querer legalizar o jogo online, manobra a favor da economia nacional que, além do mais, usou já como discurso de campanha, as circunstâncias atuais vieram, mais uma vez, retardar a regulação desse mercado.

Com seus legisladores orientados para a cedência de apoios financeiros e à saúde, perante a pandemia do Covid-19, tudo indica que a legislação que permitirá a tributação às entidades exploradoras dos jogos e apostas esportivas online passará, agora, para o próximo ano.

Embora essa situação esteja afetando o Brasil nesse momento, sendo que, mais do que nunca, o país teria vantagens em obter os fundos provenientes dessa tributação para melhorar sua economia; não são apenas os brasileiros que estão sentindo os efeitos do Covid-19 no funcionamento de suas estruturas digitais de jogo.

Na Europa, a pandemia Covid-19, bem como as medidas aplicadas para a sua contenção – incluindo o isolamento social e as restrições na publicidade – fizeram com que surgissem diversas conjeturas sobre a forma como o mercado resistiria a essa ameaça.

Saiba mais sobre as preocupações das entidades europeias.

A EGBA e a restrição na publicidade

Embora alguns acreditassem que o isolamento seria motivador do aumento da busca aos jogos de cassino e às apostas online, a Associação Europeia de Jogos e Apostas (EGBA) manifestou preocupações contrárias, contestando a teoria de que fosse verificar-se o aumento das atividades de jogos de fortuna e azar digitais.
Segundo essa entidade, as apostas online irão sofrer uma grande redução na procura, já que o número de eventos esportivos é escasso. Essa quebra será intensa para as operadoras, mesmo que os cassinos online demonstrem uma maior procura.

Assim, para que se evitasse uma queda tão intensa nas receitas provenientes dos jogos e apostas online, seria necessário que se levantassem as restrições de publicidade que muitos países europeus colocaram durante a pandemia.

Segundo a EGBA, essas medidas restritivas são desnecessárias, sendo que não existem provas que relacionem esses anúncios com posturas nocivas face ao jogo online. Segundo essa entidade, os próprios usuários deveriam, com o apoio das operadoras, desenvolver ações de autorregulação, sendo aplicadas medidas de promoção e segurança – como a auto-exclusão, por exemplo – em vez das restrições aplicadas na publicidade.

Os conselhos às operadoras

Embora em desacordo com as restrições publicitárias, a EGBA alertou que a publicidade feita pelas operadoras deveria sempre seguir padrões de responsabilidade e de promoção de um jogo seguro.
As temáticas do Covid-19 e as diretrizes da OMS não deveriam, segundo a EGBA, integrar quaisquer das suas narrativas, para evitar relacionar o jogo online e as apostas com formas de escapar ao tédio, aos problemas financeiros ou à solidão durante este tempo conturbado.

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