Categoria: Opinião

Os efeitos especiais de Jurassic Park causaram uma extinção no mundo real

Eu tinha nove anos quando assisti Jurassic Park (1993) nos cinemas e, desculpa, eu ainda acredito naqueles dinossauros! Quando Michel Crichton escreveu seu bestseller, jamais imaginou que ele se tornaria um marco no cinema, não só pela receita bruta de mais de  1 bilhão, mas principalmente pela inovação técnica. Steven Spielberg aproveitou o natural fascínio…

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Dove arrepia ao despir os falsos resultados da busca por aceitação: você não é como imagina ser; você é linda.

Se você trabalha com comunicação se prepare pois, na certa, esta vai ser uma daquelas campanhas na qual você gostaria de ter participado. Mas, caso seja só um agregado e/ou curioso da área, garanto que o clique e a leitura não serão em vão. Apesar de manter o já famoso conceito de beleza verdadeira, a…

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Para quê e/ou para quem? Experiência vs. Memória

Você foi até a cafeteria para tomar um delicioso café ou pelo simples fato de poder expor a sua presença naquele local através das mais diferentes redes sociais? Visitou aquela extensa exposição de um fotógrafo que não consegue nem pronunciar o nome para admirar seu trabalho ou para, também, inflar algum tipo de status? Para quê e/ou para quem? Uma linha extremamente tênue que define e evidência se vivemos pela experiência ou apenas pela memória. 

Não é de hoje que, infelizmente, o valor do parecer é, de longe, muito mais importante do que o ser. Foi pensando nisso que um dos questionamentos mais brilhantes que me pinçou a atenção foi algo parecido com:

Imagine que você ganhou uma viagem para qualquer lugar do mundo, por 1 semana, 1 mês, 1 ano… Sem nenhum tipo de custo, com o que você quiser e para onde você quiser! Pense em um lugar… Escolheu? Pois bem, a única questão é que todas as fotografias serão destruídas e você não conseguirá guardar nenhuma memória, como se tivesse tido uma espécie de amnésia ‘pós-viagem’. Tendo agora este fato em mente, você mudaria o seu “premiado” destino?

Eis aqui “O” TED que vai semear perplexidade assim que você der o play. O modelo de questionamento logo acima foi baseado – para não dizer plagiado, desde interessante vídeo; vale o risco e, consequentemente, a inquietação que o vídeo proporciona:

Apesar de não parecer, este TED é de 2010, e a pauta continua sendo 100% atual. Acredito que não seja em função da geração, das novas tecnologias e, consequentemente, nem dos novos meios de comunicação/relação. Na certa, este dilema é bem antigo e pode ser devidamente encaixado em cada período que nossa espécie já passou.

Será que não estamos deixando de lado a vivência de inúmeras experiências, sensações e reações em função dessa nova e tecnológica sede pelo compartilhamento? Afinal, compartilhar experiências é totalmente diferente do que se compartilhar memórias, um é concreto e registrado, já o outro, é, até certo ponto, invisível. Experiências são marcas, elas não passam, são vividas e, ao decorrer do tempo, não desbotam, amarelam ou se perdem em meio a diferentes HD’s e gavetas, elas simplesmente ficam. Já a memória, ela é uma extensão, podendo ou não ser esquecida – o que é relativo de acordo com a forma de ‘armazenamento’ e, consequentemente, como aquilo foi obtido, ou seja, experimentado. 

É como ir ao show de sua banda predileta e, no momento da sua música, ao invés de curtir, cantar e fazer o que bem entende, você registrar o momento. Será que aquilo foi vivido ou apenas registrado para, posteriormente, ser relembrado como um momento que ‘aconteceu’? É como ir ao cinema e tuitar sobre o filme, durante o filme. Os detalhes vão se perdendo em função destes registros compartilhados e, talvez, no fim das contas, você nem tenha assistido ao filme que o diretor, de fato, se propôs a produzir.

Resgatei este TED quando vi, na timeline de um amigo, uma publicação que, muito bem ilustrada, questionava a ideia de registro e compartilhamento que as redes sociais tem nos criado e alimentado; segue o post de André Jankavski:

Sempre que vejo uma foto, me questiono: ela foi tirada apenas para aquele momento ser guardado e, posteriormente, recordado ou somente para ser colocada no Facebook?

Qual a verdadeira importância?

Afinal, o que é mais importante: viver ou lembrar?

O que você tem cultivado até agora? Equilíbrio, experiência ou memória? 

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‘ON’ ou ‘OFF’? De que lado você está? De que lado você quer viver?

Estamos cultivando uma cultura onde o chegar primeiro virou mais importante do que chegarmos juntos. De fato, já estamos nos viciando na substituição do diálogo e de necessárias ações pelo simples, cômodo e, nem um pouco eficaz, ensaio.

Estamos compartilhando individualidade ao invés de solidariedade. Criando, sustentando e vivendo um mundo virtual, onde tudo é líquido e extremamente descartável. Existem exceções e, claro que ninguém consegue se rotular como vítima dessa nova era, mas, até onde tudo isso pode, e deve, ser considerado como parte da nossa evolução? Quais novos valores estamos cultivando e, em larga escala, quais benéficas mudanças tudo isso tem proporcionado ao mundo? Estamos nos conectando apenas a internet e, infelizmente, estamos devorando este frio e, comercial dinamismo que nos é concedido como evolução, só que sempre projetada em um mundo que “não existe”.

Diante deste novo cenário, você – leitor, acredita que tem buscado um certo equilíbrio entre estas novas realidades ou, simplesmente, se adaptado a nova inércia sem muito se pensar no que, consequentemente, esta atitude acaba por criar e cultivar? Será que não estamos consumindo tecnologia como se fosse conteúdo, “relacionamentos” – vide as mais diferentes redes sociais e, seguindo esta dinâmica do ‘novo comércio’, como se isso fosse uma parte evolutiva de nossa ‘nova humanização’?

Eis aqui um vídeo que, na certa, vai te fazer pensar sobre o assunto; vale o play e o suspiro:

É fato que se ambos – autor/leitor + navegador/blog + interesse/clique, não estivessem ‘ON’, as chances de trocar este conteúdo e opiniões seriam extremamente difíceis, porém, caso esta oportunidade existisse – no ‘OFF, o diálogo, na certa, seria muito mais interessante do que este ‘monólogo’ (totalmente sem fala) que eu “pratiquei” ao digitar cada letra que compõe esta publicação diante de uma tela que, ironicamente, eu pretendia estar me ouvindo e entendendo cada confusa teclada que me encorajava a terminar o artigo e, é claro, este maluco exemplo. Calma, não sou um louco – acho, sei que algumas pessoas vão assistir ao vídeo, ler este pequeno texto e, na certa, podem não concordar com o material, com as minhas observações e tudo mais, mas o grande ponto aqui é a relevância que cada universo tem tido em nossas vidas e, sinceramente, esta esfera é absurdamente pessoal, cada usuário/ser humano sabe o peso que um comment, share, like, mention, whatsapp ou qualquer outro tipo de atualização tecnológica, que esboce alguma espécie de relacionamento causa de impacto em suas respectivas realidades vividas e não vividas.

‘ON’ ou ‘OFF’? De que lado você está? De que lado você quer viver?

O autor admite que o artigo foi escrito ao som de “Legião Urbana – Índios“. 

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