Depois do meu primeiro dia no Apple Music

Esse post gigantesco começou a partir de pensamentos altos meus, apenas como forma de primeiras observações mesmo sobre o que eu estava achando do novo serviço de streaming. Acabou que olhando o resultado dessa análise nada técnica de um humilde apaixonado por música, achei que poderia ser legal compartilhar aqui para dividir a experiência que tive durante o primeiro dia de uso do Apple Music.

A ideia surgiu basicamente por eu de maneira automática começar a comparar com o principal concorrente, o Spotify, que considero simplesmente um dos mais brilhantes serviços de streaming já desenvolvidos até então. Ele é extremamente fácil de utilizar e possui uma quantidade absurda de música que vai desde o mainstream até aquele cara que toca no bar da esquina e “só você conhece”.

Ainda por cima o app é inteligente e sempre está indicando coisas pra você ouvir com base no que você já ouve e gosta. Por dia, eu conheço no mínimo uma banda certeira por conta dessa funcionalidade.

Não me alongando mais nessa defesa, se é tudo tão perfeito por lá, como o Apple Music vai conseguir enfrentar essa batalha? Primeiro, é a Apple, então nunca duvide de nada vindo de lá. Segundo, os caras criaram o iPod e o iTunes, e “somente” com isso já tem mais do que comprovado o entendimento do mundo da música.

Sendo assim, fui lá e testei a parada. Como fã do Spotify, senti falta de coisas. Como fã da Apple, fiquei feliz por outras coisas.

Por que tudo é tão difícil? Junta tudo e faça a perfeição master da galáxia! É… já que não pode, vamos aos pontos que inicialmente considerei sendo os fracos e fortes do Apple Music. Como são observações sobre uma experiência de menos de 24 horas, algumas coisas citadas em breve podem mudar, mas já que o objetivo é justamente falar das primeiras impressões, vamos lá:

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PONTOS FORTES

1. Integrou totalmente o iTunes. Sendo objetivo, no iOS o iTunes basicamente “morreu” e agora se chama Música. Lá suas músicas pessoais (compradas, baixadas, ripadas de cds…) dividem espaço com as do serviço de streaming da Apple. Tudo junto num único lugar. No Mac (provavelmente PC também, mas eu testei no Macbook), o iTunes mudou o logo mas o nome se manteve, e de resto aconteceu a mesma fusão que comentei sobre o mobile.

2. Rádios: A principal delas, a Beats 1, é uma rádio 24h com transmissões vindo de Nova Iorque, Los Angeles e Londres diretamente para o mundo inteiro. Além dela, as rádios por estilo são muito boas também. Deixei rolando aqui a de rock alternativo e praticamente ó veio coisa maneira!

3. Você pode simplesmente limar o que não gosta. Assim que você entra pela primeira vez no Apple Music, para começar a definir seu perfil o app te pergunta que estilos musicais mais gosta. Você pode marcar o que gosta demais, o que só curte e também excluir os que não suporta. Indo além, após os estilos você faz o mesmo procedimento só que com artistas/bandas. Nota: Isso, ao menos por enquanto, só acontece na aba “Para você”. Caso você clique em “Novo”, todos os estilos se juntam, até aqueles que você sinalizou que não quer nem passar perto.

4. Tem vídeos! Pode ser simples, mas achei bem maneiro. Na página das bandas, junto das músicas e álbuns também há um guia com vídeos, clipes e por aí vai.

5. Interface: Total nos padrões da Apple. Então além de ser bonito, está tudo em casa e familiarizado com o OS e com o próprio iTunes – mas por conta do app mobile nem tudo é elogio nesse quesito, e mais a frente a gente fala disso.

6. Connect: Agora temos uma timeline, similar as das redes sociais tradicionais, onde os artistas podem fazer posts para se aproximar/relacionar diretamente com os usuários do serviço. Tá, eles já fazem isso no Facebook e no Twitter, mas agora podem fazer por lá também e achei maneiro.

7. Listas/playlists especializadas: No Spotify também há essa função de listas/playlists e são absurdamente interessantes, mas achei aqui os parceiros bem legais. Há listas criadas pela revista Rolling Stone, por exemplo, que é um dos curadores do Apple Music.

PONTOS FRACOS

Não sei se necessariamente são pontos fracos ou se é por conta da proposta, mas como usuário do Spotify, senti falta de algumas coisas que considero de muita importância.

1. Social: Senti falta de poder seguir, conversar e compartilhar músicas com outros usuários dentro da rede, além de também poder ver o que essas pessoas estão escutando para também conhecer mais bandas/músicas. Playlist compartilhada é legal, po. Interação, Apple.

2. Notificações: Por ser o primeiro dia não sei bem como vai funcionar isso, mas no Spotify há uma área para notificações sobre quando as bandas que você segue adicionam novos álbuns e tal. No Apple Music não tem. E agora? Vamos ter que ficar catando quando algo novo aparece ou vai rolar uma notificação por meio de push, por exemplo?

3. Pouco intuitivo: Elogiei a interface e falar disso pode parecer contraditório. Mas a beleza do app por outro lado também confunde a navegação para algumas funções. No concorrente é tudo muito rápido, simples e intuitivo. Aqui, para algumas coisas é necessário que você cace até descobrir, sendo que se você não está acostumado com streaming de música, determinadas funções você nem vai saber que existem para tentar procurar, e ele não vai te ensinar.

4. Steps a mais no mobile: No app mobile do Spotify quando você está ouvindo uma música solta há um botão chamado “Ir para artista” em que ao clicar você é levado para a página da banda e pode ter rápido acesso à todo o material. No app do Apple Music no iPhone esse processo é mais complicado. Ou eu que não achei o “jeito certo”, foi mal. Mas o que eu achei por aqui são três steps até conseguir chegar nessa página. Adicionar uma música específica na sua lista de preferências também é um processo mais longo do que no concorrente. Esse tópico realmente considero um dos principais pontos de atenção, porque não entendi porque no mobile algumas coisas foram deixadas de lado em relação ao próprio funcionamento no computador. Exemplo: quando você entra na página de uma banda, aparece a área “Artistas semelhantes”, só que no iPhone eles ficam como imagem e clicando nada acontece. Já no Mac, quando faço o mesmo procedimento e clico, sou levado até a página da banda em questão. Ou seja, bem melhor.

5. Descobrir (talvez não seja um ponto fraco ainda, mas foi onde fiquei com receio maior): O Apple Music promete uma função similar a que eu tanto elogio no Spotify, que é a indicação de músicas e bandas pra você conhecer. Talvez por ser meu primeiro dia no app isso não tenha funcionado muito bem, mas ainda que eu prefira acreditar que foi isso, de certa forma me decepcionei um pouco. Eu adicionei centenas de bandas que gosto, passei o dia inteiro escutando, e ele me indicou U2! Simplesmente uma das bandas que menos gosto no mundo! Haha

PRA FECHAR…

O certo seria “para começar…”, mas encerrando essas primeiras 24 horas, o que ficou na minha cabeça é que a briga Apple Music x Spotify tem potencial pra ir longe. No momento estou usando os dois, até porque o Apple Music dá três meses de graça pra você testar. Ou seja, a Apple tem três meses pra me convencer PORQUE eu devo sair do Spotify sinistrão.

No fim, a realidade é que acaba sendo muita questão de gosto mesmo. De cara, a Apple integrou tudo e acho que isso vai agradar muita gente, enquanto, por exemplo, a ausência da interação entre os usuários pode desanimar outra parcela do público desse tipo de serviço. O que pode vir a dificultar a escolha entre os dois são os diversos atributos que possuem em comum: enorme quantidade e variedade de música, playlists interessantes, músicas para ouvir em momentos/situações específicas, indicações de acordo com seu perfil…

O preço é praticamente igual, então essa não será uma questão a ser considerada. Que venham funcionalidades, Apple! E que você também faça algo pra ajudar a segurar essa barra que é gostar de você, Spotify.

2 comentários
  1. Ainda tem muito o que melhorar… Uma coisa que me incomodou demais é não poder criar uma playlist de um álbum qualquer, gosto de criar uma playlist para cada álbum, e no apple music isso não é possível, ainda… Espero que arrumem isso o quanto antes…

  2. Estou usando e gostei bastante, pois nunca, digamos, me entendi com o Spotify, então qualquer coisa já seria melhor… Portanto, acho que vou manter a assinatura no Apple Music. Conheci várias músicas boas! Aliás, esse era um dos problemas do Spotify, só tocavam músicas “nada a ver” com os meus gostos musicais.

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